Wednesday, December 17, 2008

Um natal para todos

É estonteante como em pleno século XXI as condições económicas da sociedade portuguesa declinam severamente. As inconclusivas estatísticas retratam 20% de pobres ou em risco de pobreza. A crise económica e social instalou-se para repensarmos o que a sociedade a crédito acarreta de positivo e maléfico. Os diversos meios de comunicação são incansáveis a revelarem-nos a crescente dificuldade das famílias. Vive-se no interior ou à margem desta realidade, sem perceber coerentemente a origem deste desaire. Os novos pobres, ou aqueles que sempre o foram, mas as circunstâncias o ocultaram, arrastaram uma classe média embevecida e desejosa de tudo ter, e nada controlar. O reflexo é um descalabro que já teve precedentes, mas os nossos dias convidam a esquecer e a tudo renovar. O que nos deformará, brevemente , são as filas de olhos vagos e as desaustinadas esperas que se amontoarão nas sopas dos pobres. O que restará é o nosso desconforto perante a fome, o desemprego a ameaça de respostas políticas vagas, desconcertantes e sobretudo acéfalas. O que nos definirá é empreender outro olhar sobre o outro, e sobre nós (às vezes nem parece haver divisão), remover os espelhos e as aparências que ludibriam. Compreender que o Estado é insuficiente para suportar a desumanidade que vivemos , e que são os cidadãos sempre o principal responsável. A solidariedade cai a esferas jamais atingidas, enquanto enfrentamos somente as vicissitudes do ego. É urgente operar nas vidas que nos rodeiam, construir indivíduos desejosos de mudar, ideias, pensamentos, histórias com final feliz. Estes são os meus votos de natal…

“É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

(“É urgente”, Eugénio de Andrade)

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Sunday, October 12, 2008

Um pouco de Pré-História ….

Los Neandertales también cazaban mamíferos marinos

 

La investigación, con participación del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), muestra que las poblaciones de los Neandertales del peñón y los Homo sapiens que les sucedieron apenas diferían en su comportamiento

Un trabajo, con participación del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), ha desvelado que los Neandertales cazaban mamíferos marinos. Los resultados de la investigación, realizada desde 1995 en yacimientos del peñón de Gibraltar, evidencian que los Neandertales tenían una estrategia de supervivencia más compleja y superior de lo que, hasta el momento, postulaba la comunidad científica.

El trabajo, publicado en el último número de Proceedings de la Academia Nacional de Ciencias de EE.UU., ofrece nuevas pruebas para desterrar la idea de que el Homo sapiens era el único grupo humano que tenía capacidad de explorar todos los recursos naturales, incluidos los marinos. Siguiendo la citada teoría se ha llegado a defender, años atrás, la influencia de una dieta marina en la evolución del cerebro del Homo sapiens. Sin embargo, los hallazgos de este grupo multidisciplinar hispano-británico muestran que los comportamientos de las poblaciones gibraltareñas de Neandertales apenas diferían con los asentamientos de Homo sapiens en la zona.

El proyecto, en el que colabora la investigadora del CSIC Yolanda Fernández-Jalvo, del Museo Nacional de Ciencias Naturales, en Madrid, indica que los Neandertales no sólo explotaban los recursos terrestres, sino que poseían conocimiento sobre la reproducción en tierra de las focas y aprovechaban este período estacional para ocupar las cuevas de Vanguard y Gorham, situadas en el peñón de Gibraltar.

En la cueva de Vanguard, en niveles asociados a los Neandertales que datan de más de 42.000 años, los paleontólogos han descubierto restos de al menos tres ocupaciones de este grupo.

En ellas, han aparecido restos óseos de focas (Monachus monachus) que presentan marcas producidas por la utilización de utensilios de piedra para extraer la piel y la carne y posteriormente fracturar los huesos para obtener la médula.

Como explica Fernández-Jalvo, la investigación ha conseguido analizar, también en la cueva de Vanguard, una cuarta ocupación más reciente y de corta duración, donde se han registrado restos de marisqueo de moluscos (Mytilus galloprovincialis) recolectados en un estuario próximo. Estas actividades se complementaban con el aprovechamiento ocasional de cetáceos (delfín hocico de botella, Tursiops truncatus) posiblemente varados en la costa, aves marinas, y la caza de mamíferos terrestres como cabras salvajes (Capra ibex), ciervos (Cervus elaphus), jabalíes (Sus scrofa) y conejos (Oryctolagus cuniculus), entre otros.

En Gorham, por otro lado, se han encontrado restos de mamíferos marinos en niveles asociados a Neandertales, donde permanecen hasta unos 28.000 años, una época reciente para estos grupos humanos que indica su persistencia en la zona y, posiblemente, constituya la última presencia de Neandertales conocida antes de su extinción.

 

NO SOMOS TAN DIFERENTES

“La evidencia de explotación de recursos marinos en Gibraltar existe a lo largo de unos 28.000 años entre los Neandertales y es retomada por Homo sapiens, que presenta estrategias de caza y aprovechamiento marino similar a las observadas en los Neandertales”, comenta Fernández Jalvo.

“Existen otros yacimientos de Paleolítico Medio en Italia y, sobre todo, en Portugal y Sur de España, que han proporcionado moluscos y mamíferos y aves marinas, pero la evidencia no es tan consistente, clara y reiterada como en Gibraltar. En cualquier caso, estos otros yacimientos refuerzan esta estrategia de explotación de recursos marinos observada en los Neandertales de Gibraltar”, concluye la investigadora del CSIC.

Dado que la explotación de recursos marinos posibilita una mayor estabilidad en el territorio, los autores sugieren además que la pervivencia de los Neandertales hasta cronologías tan tardías en Gibraltar podría ser consecuencia directa de la buena adaptación al medio (explotación de recursos marinos) y, por lo tanto, del éxito de una estrategia económica, social y cultural compleja.

Los resultados de la investigación ponen de relieve que los Neandertales, lejos de ser carnívoros limitados a mamíferos terrestres, poseían un conocimiento del medio completo que les permitió aprovechar todos los recursos que tenían a su alcance. Asimismo, estos yacimientos han proporcionado evidencias del empleo del fuego por parte de los Neandertales para facilitar la extracción de nutrientes, así como evidencias directas de su alimentación, como sus propias mordeduras en presas de caza menor.

FUENTE | CSIC – mi+d                                                                                                     29/09/2008

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Monday, October 6, 2008

“Liga dos Últimos”

Encontrei há dias um artigo curioso que achei por bem partilhar convosco. Talvez porque saiba que muitos são espectadores assiduos do citado ‘programa’, apeteceu-me por um pouco de ‘lume na fogueira’.

Por que motivo as pessoas se indignam com o programa “O Momento da Verdade” mas não levantam uma pálpebra com a “Liga dos Últimos”? Opinião pessoal: se existe “prostituição” na televisão portuguesa, para usar as imortais palavras do presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ela não está no programa da SIC. Está inteiramente na RTP, disfarçada em comédia “realista”, o que torna o caso mais subtil e, talvez por isso, mais insidioso. Explico: a “Liga dos Últimos” começou com uma ideia simpática, ou seja, levar o Portugal “profundo” à casa da classe média urbana. E com o futebol amador a servir de pretexto: visitando clubes integralmente constituídos por coxos, a “Liga” era um retrato do Portugal rural, ou suburbano, que vai desaparecendo dos nossos radares modernos. O Portugal da tasca, do campo pelado e do zé-povinho. Mas, com o tempo, a coisa foi-se transformando em exercício desagradável de exploração da miséria de terceiros. Imagino os procedimentos: a equipa da “Liga” ruma para uma terra qualquer; uma vez chegada ao local, questiona os nativos sobre o “idiota da aldeia”, figura clássica de qualquer romance que se preze. E o idiota lá aparece, normalmente embalado pela demência, ou pelo alcoolismo, ou por ambos, disposto a macaquear-se para o auditório. A coisa consiste numa versão nacional do filme de Tod Browning, mas sem a humanidade que Tod Browning empresta ao seu Freaks: a “Liga” é uma feira de aberrações gratuita, a que apenas falta a mulher barbuda. Se este espectáculo, que é pago com dinheiro dos contribuintes, não incomoda a Entidade Reguladora, com que autoridade moral vem ela vergastar uma estação privada?”

João Pereira Coutinho in Divinas Comédias, artigo da revista Única, do Semanário Expresso de 04/10/08

Posted by bcraveiro in 21:33:56 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, September 14, 2008

Está o Google a estupidificar-nos?

   

         A questão foi levantada na última edição da revista norte americana “The Atlantic” e o seu autor usa a Google como exemplo das vantagens da Web assim como meio de degradação dos nossos mecanismos cognitivos.

         Celso Marinho, co-criador do Sapo, afirma: “Leio hoje de uma forma completamente diferente do que fazia há dez anos. Faço-o em busca da satisfação imediata, pulo capítulos ou partes desinteressantes, leio-o na diagonal, adultéro o livro”.


         O neurologista António Freire reconhece: “A consulta na internet é geralmente feita de uma forma acelerada. Muitas vezes, a leitura é feita na diagonal. O próprio modelo de escrita é mais curto e muitas vezes menos cuidado. Está a ler-se mais, mais rápido e em periodos mais curtos. A frase longa, tal como o texto longo não sobrevive”.


Qual a resposta à pergunta?

 

Posted by Canito in 23:17:14 | Permalink | Comments (3)

Monday, August 25, 2008

Voo Dourado

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Tuesday, August 19, 2008

Dia Mundial da Fotografia

Um conjunto de fotos que fizeram história…

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Friday, August 8, 2008

::Próximo Evento: JAP Rock Fest

Posted by Canito in 13:22:07 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, August 5, 2008

Beijin 2008

Posted by Canito in 09:46:11 | Permalink | Comments Off

Friday, August 1, 2008

Excelência na Investigação

A cientista Elvira Fortunato da Universidade Nova de Lisboa ganhou no passado dia 23 de Julho, o primeiro prémio (€ 2,5 milhões) na área da Engenharia do European Research Council (ERC), que é o maior prémio de sempre dado a um investigador português. O prémio deveu-se ao seu projecto “Invisible”, que consiste no fabrico de transístores e circuitos integrados transparentes. Contudo, entretanto e antes de ter recebido o prémio, a mesma investigadora fez algo ainda mais inovador e importante: desenvolveu o primeiro transístor a partir de papel como isolante em vez do habitual silício, material raro e caro. Um exemplo a seguir!

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Wednesday, July 30, 2008

Pobreza, realmente!

De entre todas as notícias sobre a Quinta da Fonte com que, como é hábito nestes casos, fomos bombardeados nas últimas semanas,  realço uma em que não foi dada importância. O vereador da habitação da respectiva câmara veio dizer que a média das rendas mensais no bairro em questão é 4,26 euros. Apesar disso ser já algo que pessoalmente não compreendo, ainda há pior. O valor das rendas em atraso ascende já a um milhão de euros num bairro com cerca de 800 fogos habitacionais, o que representa anos de dívida, tendo o aglomerado cerca de 10 anos. Isto afigura ausência de responsabilidade e a ideia de que os pobres por serem pobres, ou negros e ciganos só tem direitos e não deveres e que entre os direitos está a impunidade total em caso de incumprimento legal. Deveriam era ser as mentes mais sensíveis e compassivas que se comovem com estes casos a pagar a factura.

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